A vela em seu trabalho faz a luz que por hora me ilumina e a vida transcorre lenta seu curso neste instante que assumo meu. Enquanto a vela se consome e produz tal claridade, busco a palavra, certa ou não, que seja capaz de dizer da minha ânsia e do meu cansaço de existir sem tréguas. Eu quero a ponte entre estes meus dias e um outro lado que vislumbro sem ver e que talvez exista.
Há uma música que escuto nas trevas desse silêncio. São canções pequenas, de uma nota só. Mas minhas tristezas não cabem num acorde e eu já não canto. Dias houve que foram belos e havia mais luminosidade no meu quarto.
Na verdade, como homem vivo de palavras, pão cotidiano de minhas labutas, e recolho entre as mãos as alegrias que me couberam, não muitas nem poucas, apenas simples e belas; as que eu soube ter, feitas de sorrisos, de cuidados maternos e de alguns prazeres.
Nessa vela fito a linguagem de um mistério que não está aí. Ela se apequena, mas não a sua luz. E eu nos meus passos vou por caminhos de inconstâncias, tropeço em ausências e às vezes caio. Há os que me oferecem atalhos, mas eu procuro a ponte.
Há uma música que escuto nas trevas desse silêncio. São canções pequenas, de uma nota só. Mas minhas tristezas não cabem num acorde e eu já não canto. Dias houve que foram belos e havia mais luminosidade no meu quarto.
Na verdade, como homem vivo de palavras, pão cotidiano de minhas labutas, e recolho entre as mãos as alegrias que me couberam, não muitas nem poucas, apenas simples e belas; as que eu soube ter, feitas de sorrisos, de cuidados maternos e de alguns prazeres.
Nessa vela fito a linguagem de um mistério que não está aí. Ela se apequena, mas não a sua luz. E eu nos meus passos vou por caminhos de inconstâncias, tropeço em ausências e às vezes caio. Há os que me oferecem atalhos, mas eu procuro a ponte.
