Se eu tivesse um verso e poeta fosse,
talvez te cativasse,
mas tudo em mim é silêncio e ausência
- incapacidade de ser
O que possuo não te serve.
Só posso espreitar-te, olhar-te
e transcendido de desejo esgotar-me
nessa vontade de ti que não passa.
sábado, 30 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Formas de dizer
Desde que nasci, o que se fez sem que de mim considerassem anuência ou discordância, cumpro a sina de existir sem tréguas. E, porque, às vezes, disso me canso, e agora já não mais tenho a inocência da criança que brinca de colorir qualquer papel numa insistência teimosa de dar ao mundo feições da alegria própria de quem se encanta, procuro fazer com palavras parcas, pois delas sei pouco, uma aquarela de meus dias, inventando aquilo que não há, em realidades que não são, de coisas que nunca vi, mas que imagino.
Por isso, peço que não me levem tão a sério, não tenho pretensões, aqui não há oficio, só repouso, um lugar pra minh’alma descansar. Quando posso, me arrisco entre palavras, mas se elas não me valem, falham ou findam, não há em mim tristeza ou dor. Tenho aprendido, caros amigos, quase já sei, que nem sempre pronúncias são possíveis, há vezes, e são tantas, apenas no silêncio é que cabemos. Nessas formas de dizer nos movemos, existimos e somos. O mais é espera.
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