Em ruas de outono vão meus passos. Passos lúcidos como os de um bêbado. Deixei sobre a mesa uma folha em branco e uma esferográfica azul. Azul é a cor de meus amores. Queria narrar os meus desenganos. Sou um homem do meu tempo. Nessas ruas poucas vezes vejo quem por mim passa. Tenho pressa. Ver leva tempo.
O céu é azul. Eu o amo. Fosse dia de sol, eu tentaria contar seus raios. Queria ser dono de pelo menos um. Rasgaria com a graça de sua luz esse cinza frio. Os meus enganos são muitos. Pensava em meus relatos. Rezei antes de sair de casa. Quase sempre rezo. Tenho alguma fé. Em verdade, em verdade prefiro a dúvida. Duvidar é criativo.
Os meus amores são lindos. Todos têm tom de azul. Triste mesmo é a despedida. Mas eu não pude me despedir. Ciscos só caem em olhos abertos. Chorar é uma forma de dizer que doeu. Lágrimas já fizeram brilhar meus olhos. Sou tão pequeno para amar. Aquelas são pegadas de alguma dor. Eu sei que são. Perdoar ainda me custa muito.
Essas ruas me parecem de pedra. Pedras têm qualquer cor. Corações têm tons de vermelho. Tenho tantas lembranças felizes. Meus pés descalços doem nesse chão de pedras. Recordar é lembrar que alguma coisa ficou para trás. Os dias são sempre gentis. Um cede ao outro seu lugar. Cada hoje é um recomeço.
Queria plantar um jardim. Flores há de muitas cores. São lindas as de tom azul. Aquelas presenças me cativam; não me prendem. Raízes. Nos seus olhos o que sou está guardado. Às vezes me perco nessas ruas. Não tenho mapas de minhas rotas. Certezas são tão absolutas quanto incertas. Reencontrar-se é dom de amigo.
Gosto de cartas de amor. Há nelas tanta beleza. O amor cabe em qualquer lugar. Éramos crianças demais. Só nós não víamos. Fossem os corações puros, os olhos também seriam. Não há razões, somente saudade. Eram tão lindos aqueles seus cabelos negros. Querer bem é tão bonito. Fica eterno o que se amou.
Chuva de outono é bonita. Nem sempre há luar no céu. Chuva é água que volta em busca do mar. A folha continua em branco. Meus amores são de homens e de mulheres, de lugares e de palavras. Caminhar por entre a gente é dar voltas. Em algum lugar está o começo. Eu sou só um homem. Já não sei se escrevo. A vida tem muitas cores e seus tons de azul. Eu, só meus passos por essas ruas de melancolia.
O céu é azul. Eu o amo. Fosse dia de sol, eu tentaria contar seus raios. Queria ser dono de pelo menos um. Rasgaria com a graça de sua luz esse cinza frio. Os meus enganos são muitos. Pensava em meus relatos. Rezei antes de sair de casa. Quase sempre rezo. Tenho alguma fé. Em verdade, em verdade prefiro a dúvida. Duvidar é criativo.
Os meus amores são lindos. Todos têm tom de azul. Triste mesmo é a despedida. Mas eu não pude me despedir. Ciscos só caem em olhos abertos. Chorar é uma forma de dizer que doeu. Lágrimas já fizeram brilhar meus olhos. Sou tão pequeno para amar. Aquelas são pegadas de alguma dor. Eu sei que são. Perdoar ainda me custa muito.
Essas ruas me parecem de pedra. Pedras têm qualquer cor. Corações têm tons de vermelho. Tenho tantas lembranças felizes. Meus pés descalços doem nesse chão de pedras. Recordar é lembrar que alguma coisa ficou para trás. Os dias são sempre gentis. Um cede ao outro seu lugar. Cada hoje é um recomeço.
Queria plantar um jardim. Flores há de muitas cores. São lindas as de tom azul. Aquelas presenças me cativam; não me prendem. Raízes. Nos seus olhos o que sou está guardado. Às vezes me perco nessas ruas. Não tenho mapas de minhas rotas. Certezas são tão absolutas quanto incertas. Reencontrar-se é dom de amigo.
Gosto de cartas de amor. Há nelas tanta beleza. O amor cabe em qualquer lugar. Éramos crianças demais. Só nós não víamos. Fossem os corações puros, os olhos também seriam. Não há razões, somente saudade. Eram tão lindos aqueles seus cabelos negros. Querer bem é tão bonito. Fica eterno o que se amou.
Chuva de outono é bonita. Nem sempre há luar no céu. Chuva é água que volta em busca do mar. A folha continua em branco. Meus amores são de homens e de mulheres, de lugares e de palavras. Caminhar por entre a gente é dar voltas. Em algum lugar está o começo. Eu sou só um homem. Já não sei se escrevo. A vida tem muitas cores e seus tons de azul. Eu, só meus passos por essas ruas de melancolia.
2 comentários:
bela crônica!
é como beber café em tom azul...
rrsrsrs
"Meus amores são de homens e de mulheres, de lugares e de palavras."
Há nessa frase a biografia de um ser recordada em tom azul.
Parabéns amigo e irmao!
abraços e animo sempre!
Linda sua crônica!!
Parabéns!!!
Te desejo inspiração diária!
Abraço.
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